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SUMMARY:Oficina gratuita: Corpo como lugar de encontro: metodologias para criação em dança
DESCRIPTION:Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura por meio da Lei Aldir Blanc, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa e ProAC LAB e Cia. Cênica Nau de Ícaros apresentam:\nOficina “Corpo como lugar de encontro: metodologias para criação em dança”\nOrientadoras: Erica Rodrigues e Letícia Olomidará Doretto (núcleo de dança da Nau de Ícaros)\nQuando: 24 e 25 de março, das 19hs às 21hs\nPúblico-alvo: bailarines, circenses e outres profissionais das artes do corpo\nInscrições gratuitas: https://www.sympla.com.br/oficina-corpo-como-lugar-de-encontro-metodologias-para-criacao-em-danca__1156510 ( https://www.sympla.com.br/oficina-corpo-como-lugar-de-encontro-metodologias-para-criacao-em-danca__1156510 )\n \nSobre o curso:\nObjetivo da oficina: compartilhar com o público as metodologias desenvolvidas pela Nau de Ícaros nessa pesquisa através de exercícios técnicos criativos, improvisações e composições.\nA pesquisa\nO ponto de partida da pesquisa foi o título da música “Mulher do Fim do Mundo” (de Alice Coutinho e Rômulo Fróes, na voz de Elza Soares) com relação a nós mesmas. Nos perguntamos por alguns meses qual seria o fim do mundo para nós, essas mulheres que somos. Para ajudar a responder essa pergunta, nos apoiamos em muitas artistas maravilhosas e performáticas e muitas teóricas também, que rechearam de palavras e imagens nosso caminho a essa “resposta”.\nAo mesmo tempo, era muito importante encontrar o nosso lugar de voz que pudesse ressoar os tantos elementos e vivências que nos afetaram tão profundamente nesse caminho – vivenciados nos jantares performáticos que compuseram nossa pesquisa com mulheres incríveis, das falas e reações às performances realizadas nas ruas da cidade de São Paulo, do experimento realizado no CRD, das frases emocionantes das “cartas para o futuro” que nos foram enviadas por muitas mães à suas filhas e principalmente da vivência tão profunda realizada com as mulheres na Penitenciária Feminina de Santana, proporcionado pelo instituto IDDD.\nTivemos o privilégio durante esse processo de nos deparar com encontros que não param de reverberar em nossos corpos e é justamente isso que desejamos com esta apresentação: expor e partilhar com vocês a potência dessa trajetória.\nComo artistas, mães e mulheres, a relação entre manutenção e criação nos pegou de jeito! Partindo do manifesto de Mierle Laderman (“CARE” de 1969), traçamos um paralelo com nossas vidas, expondo essa relação em nossos corpos e movimentos. Misturamos isso com o que já carregamos e com as paisagens que adentramos junto às outras mulheres que encontramos e… cá estamos, frente a vocês, para através da dança lançar um olhar para a construção de um novo mundo.\nAdentramos em nossos corpos, chacoalhamos nossas relações, trouxemos à tona nossas subjetividades, reconhecendo e valorizando nosso lugar de voz. E acreditamos que ao falar de algo particular, também falamos de algo coletivo, que o que nos afeta também poderá afetar muitos outros e outras.\nSubvertemos o valor dos trabalhos de manutenção, tantas vezes ligados somente ao universo da mulher. Subvertemos o que é feminino, visibilizamos o que era invisível para nós e, mais do que pensar sobre o que seria o fim do mundo, nos propomos olhar para uma possibilidade de construção de novos mundos. Um futuro (ao nosso ver) que requer “CUIDADOS” – cuidado com as relações, com o planeta, com a terra.\nAfinal, como diria Laderman: “Se fizermos a revolução, quem vai limpar o lixo no dia seguinte”?\nO que é manutenção para você?\nQual a relação entre manutenção e liberdade?\nQuanto tempo da sua vida você gasta com atividades de manutenção?\nQual a relação entre manutenção e sonho de vida?\n \nOrientações:\n\nEspaço livre recomendado: mínimo de 2m x 2m;\nRoupas leves e confortáveis;\nCuidado com objetos e móveis do espaço, para evitar acidentes;\nCaixa de som ligada ao computador/smartphone/tablet para ouvir melhor o som (recomendado/opcional);\n\nSobre as orientadoras:\nErica Rodrigues é integrante da Cia Cênica Nau de Ícaros, mestra em Psicologia Clínica pela PUC SP, Erica ministra aulas de dança contemporânea desde 1998. Criou e dirigiu dois espetáculos (“A.N.J.O.S.” e “Tirando os Pés do Chão”) e atuou em vários espetáculos como intérprete/criadora. Como preparadora de elenco e coreógrafa, realizou nos últimos anos os espetáculos “A Porta da Frente” (2018), “Silêncio.doc” (2108), “O Mal Entendido” (2018), “Por Amor” (2019) e “As Cangaceiras“ (2019 SESI-SP).\nLetícia Olomidará Doretto é formada em Bacharelado em Artes Corporais e Licenciatura em Artes-Dança pela Universidade de Campinas (Unicamp) e desenvolve, desde 1995, ampla pesquisa sobre as danças da cultura popular brasileira, sobretudo com foco nos elementos simbólicos e nas matrizes físicas presentes nesse universo, e como essa corporeidade pode ser a mola propulsora de um trabalho de criação contemporâneo no âmbito pedagógico e artístico para o ensino da dança, preparação corporal, formação de artistas e criação de espetáculos. Desde 1999 integra a Cia Cênica Nau de Ícaros como intérprete-criadora e preparadora de elenco, é professora de dança do Ens. Médio do Colégio Oswald de Andrade e na Escola Livre Areté. Também atua como coreógrafa, preparadora corporal e diretora de movimento com importantes nomes da cena artística brasileira: Cia Antônio Nobrega de Dança, As Meninas do Conto, Cia Fabulosa de Teatro, Cia Balangan e Cia Pé no Mundo.\n \nO projeto “Mulheres do fim de um mundo” é uma realização do Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura através da Lei Aldir Blanc, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa – Programa de Ação Cultural – ProAc Expresso LAB, edital – 37/2020.\n
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