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SUMMARY:Mulher do fim do mundo: manutenção e criação em cena
DESCRIPTION:Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Governo Federal, Ministério da Cultura, Lei Paulo Gustavo e Cia Cênica Nau de Ícaros apresentam:\n“Mulher do fim do mundo – experimento cênico manutenção e criação”.\nQuando: 21 e 22 de setembro de 2024 | sábado e domingo às 20hs\nOnde: Teatro Barracão – Território das Artes (Rua Eduardo Modesto, 128 – Vila Santa Isabel – Campinas)\nQuanto: ao chapéu (ingressos distribuídos 1 hora antes do espetáculo)\nClassificação indicativa: 14 anos\n \nSINOPSE\nEsse trabalho traz para o palco um experimento cênico em dança que revela na relação entre gesto, palavra e movimento as diversas camadas que compõem os múltiplos femininos ancestrais e contemporâneos. Inspirado em obras de artistas como Anette Messager, Paula Rego e Mierle Laderman, o experimento traz para a construção coreográfica a (inter)relação entre as atividades de manutenção (domésticas e cotidianas) e a criação. Traz um olhar para o assolamento que as tarefas de manutenção impõem às mulheres, mas também a importância delas na sustentação da vida. Uma possibilidade poética de ressignificar essa realidade através da arte revelando a importância desse tema para a construção de novas realidades e de novos mundos.\nClique aqui para conhecer mais sobre “Mulher do fim do mundo: criação e manutenção em cena” ( https://www.naudeicaros.com.br/repertorio/mulher-do-fim-do-mundo/ )\n \nFICHA TÉCNICA\nCriação e concepção: Erica Rodrigues e Letícia Olomidará Doretto\nCocriadoras: todas as mulheres visíveis e invisíveis que encontramos nesse processo\nDireção colaborativa: Roberto Alencar, Dani Lima e Marco Vettore\nFigurino: Chris Aizner\nTrilha Sonora: Simone Sou e Gustavo Souza\nCenografia: Andre Cortez\nOperação de luz: Paulo Souza\nOperação de som: Marco Vettore\nFotos: Alê Catan\nAdministração: Alvaro Barcellos\nProdução: Gabriela Morato\nComunicação: Celso Reeks\nAssessoria de imprensa: Ellen Bacci\nDireção Geral: Marco Vettore\nApoio Cultural: Barracão Teatro\n \nA PESQUISA\nO ponto de partida da pesquisa foi o título da música “Mulher do Fim do Mundo ( https://www.naudeicaros.com.br/repertorio/mulher-do-fim-do-mundo/ )” (de Alice Coutinho e Rômulo Fróes, na voz de Elza Soares) com relação a nós mesmas. Nos perguntamos por alguns meses qual seria o fim do mundo para nós, essas mulheres que somos. Para ajudar a responder essa pergunta, nos apoiamos em muitas artistas maravilhosas e performáticas e muitas teóricas também, que rechearam de palavras e imagens nosso caminho a essa “resposta”.\nAo mesmo tempo, era muito importante encontrar o nosso lugar de voz que pudesse ressoar os tantos elementos e vivências que nos afetaram tão profundamente nesse caminho – vivenciados nos jantares performáticos que compuseram nossa pesquisa com mulheres incríveis, das falas e reações às performances realizadas nas ruas da cidade de São Paulo, do experimento realizado no CRD, das frases emocionantes das “cartas para o futuro” que nos foram enviadas por muitas mães à suas filhas e principalmente da vivência tão profunda realizada com as mulheres na Penitenciária Feminina de Santana, proporcionado pelo instituto IDDD.\nTivemos o privilégio durante esse processo de nos deparar com encontros que não param de reverberar em nossos corpos e é justamente isso que desejamos com esta apresentação: expor e partilhar com vocês a potência dessa trajetória.\nComo artistas, mães e mulheres, a relação entre manutenção e criação nos pegou de jeito! Partindo do manifesto de Mierle Laderman (“CARE” de 1969), traçamos um paralelo com nossas vidas, expondo essa relação em nossos corpos e movimentos. Misturamos isso com o que já carregamos e com as paisagens que adentramos junto às outras mulheres que encontramos e… cá estamos, frente a vocês, para através da dança lançar um olhar para a construção de um novo mundo.\nAdentramos em nossos corpos, chacoalhamos nossas relações, trouxemos à tona nossas subjetividades, reconhecendo e valorizando nosso lugar de voz. E acreditamos que ao falar de algo particular, também falamos de algo coletivo, que o que nos afeta também poderá afetar muitos outros e outras.\nSubvertemos o valor dos trabalhos de manutenção, tantas vezes ligados somente ao universo da mulher. Subvertemos o que é feminino, visibilizamos o que era invisível para nós e, mais do que pensar sobre o que seria o fim do mundo, nos propomos olhar para uma possibilidade de construção de novos mundos. Um futuro (ao nosso ver) que requer “CUIDADOS” – cuidado com as relações, com o planeta, com a terra.\nAfinal, como diria Laderman: “Se fizermos a revolução, quem vai limpar o lixo no dia seguinte”?\nO que é manutenção para você?\nQual a relação entre manutenção e liberdade?\nQuanto tempo da sua vida você gasta com atividades de manutenção?\nQual a relação entre manutenção e sonho de vida?\n \n
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